quinta-feira, 25 de novembro de 2021

AGRICULTURA: Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tutóia realiza Audiência Pública com Presença do Secretário Estadual de Direitos Humanos e do Prefeito Diringa

Prefeito Diringa, no uso da fala.


Na tarde desta quinta-feira (25.11.2021), foi realizada na Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais no distrito de Barro Duro, uma Audiência Pública para tratar sobre Políticas Públicas para o município, no que tange às obrigações das três esferas (Municipal, Estadual e Federal). 


A Audiência contou com a presença do Secretário Estadual de Direitos Humanos, Chico Gonçalves, do Prefeito de Tutóia, Diringa Baquil, do Procurador do Município, Dr. Leonardo Neto, vereadores, delegados sindicais, presidentes de Glebas e de associações. Várias demandas foram expostas e reivindicadas pela sociedade civil, onde o Secretário Chico Gonçalves comprometeu-se a levar ao Governo do Estado, o que é de sua competência. 


Já o prefeito Diringa, também se comprometeu em apoiar e ajudar no que for necessário para atender as demandas discutidas pelos trabalhadores rurais, no que compete às obrigações do Poder Público Municipal. 


No final da audiência, o prefeito distribuiu alguns motores, que auxiliarão na produção de farinha em casas de forno da região.


Prefeito, Procurador do Município, Vereadores e lavradores que receberam motores.


Procurador Municipal, Dr. Leonardo Neto 





Conflitos socioambientais em São Domingos do Azeitão (MA) resulta em denúncia



Após denúncias da  FETAEMA e do Sindicato local, a Justiça Estadual determinou nesta quinta-feira (25.11.2021) que fazendeiro realize obras de terraceamento e limpeza da área degradada em três comunidades tradicionais de São Domingos do Azeitão. Os povoados Vão da Natureza, Taquari e Riachinho foram devastados após chuvas no dia 20 de novembro.

O estrago aconteceu devido a supressão vegetal inadequada realizada pela Fazenda Cacimbas em área de chapada. Com as fortes chuvas, milhões de metros cúbicos de lama varreram as comunidades, causando destruição de várias edificações; além de prejuízo material e imaterial.

O prazo para a realização das obras de terraceamento e limpeza é de 5 dias, com multa de cinco mil reais ao dia em caso de descumprimento.

Assessoria de Comunicação da FETAEMA

COMUNICADO DA CAEMA PELA FALTA DE ÁGUA EM TUTÓIA

 

Em 25.11.2021

SINSPUTSAMPAN: Nota de repúdio a ataques proferidos contra alunos e professores de Tutóia

 


NOTA DE REPÚDIO

 

O SINSPUTSAMPAN, vem a público lamentar profundamente por atos de desrespeito praticado por populares de Tutóia, na rede social, contra professores e alunos deste município.

 

Por ocasião da comemoração do “Dia da Consciência Negra” realizada pelas escolas da rede estadual “Casemiro de Abreu” e “Liceu Tutoiense” com passeata educativa pelas ruas da cidade, um desrespeitoso indivíduo gravou um vídeo com palavras descabidas contra alunos e professores proferindo vários adjetivos pejorativos, inclusive, chamando-os de VAGABUNDOS, algo impensável e inaceitável.

 

Lamentavelmente, muitos confundem a liberdade de expressão preconizada na Constituição Federal e terminam por ofender a outrem. 

 

Oportuno dizer, professores seguem cronograma das unidades escolares, não produzem o calendário escolar, apenas o seguem e fazem o melhor: ENSINAM. 

 

Infelizmente, alguns não aprendem e se tornam figuras como as tais que os atacam inoportunamente. Lamentamos, pois o possível fazemos diuturnamente. Entretanto, nos confortamos por saber que é uma minoria, pois conseguimos livrar da ignorância, da arrogância e da desumanidade a maioria. 

 

Por fim, manifestamos nossa irrestrita solidariedade a todos os alunos e professores de Tutóia que foram subjetivamente ofendidos na sua particularidade. Estendida também à professora Telma Teixeira e aos demais professores diretamente envolvidos. 

 

 

Sara Soares

Presidente


FRAGMENTOS DA HISTÓRIA DE TUTÓIA: ASSASSINATO DO JUIZ PÉRSIO MARTINS DA SILVEIRA

Pérsio Martins da Silveira


Foto: Arquivo de Djalma Filho


Nas eleições de 3 de outubro de 1955, Felipe de Almeida Ramos, uma das maiores fortunas do povoado Rio Novo (atualmente Paulino Neves), tendo como vice outro grande comerciante Celso dos Santos Véras, lançou-se candidato a prefeito de Tutoia, contando com o apoio de grandes oradores, como Almir Galvão de Caldas, sobrinho afim de Lucas Cardoso Véras e agente local do Iapetc - Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Empregados em Transportes e Cargas.


O prefeito Lucas Cardoso Véras, outro grande comerciante, apoiou a candidatura de Antônio José Neves Rodrigues, que tinha como vice o Antônio José de Oliveira - Antônio Severo.


O maestro Bastinho - Sebastião de Almeida Martins compôs vários jingles para a campanha, entre eles “Na Batata”, o mais tocado.


Os dois lados se insultavam de maneira dura pelos alto-falantes e panfletos. A situação chegou a tal ponto que o vereador José de Matos Silva trocou socos e pontapés com Almir Galvão de Caldas, próximo à Igreja Matriz, no centro.


A apuração dos votos foi realizada com a proteção de um destacamento federal do corpo de fuzileiros navais de Belém.


Felipe de Almeida Ramos e Celso dos Santos Véras foram eleitos. Tomaram posse a 31 de janeiro de 1956, respectivamente nos cargos de prefeito e de vice prefeito.


A festa da posse do prefeito Felipe de Almeida Ramos, segundo o professor Gallas Pimentel, foi na residência dos seus pais adotivos Moysés Pedreira Pimentel e Zila Galas, pois era o local de realização de grandes bailes e, também, porque ela tinha laços de parentesco com o novo governante de Tutóia. Moacir Lima ajudou o casal a preparar a casa especialmente para este fim.


Os derrotados culparam o escrivão e o juiz da comarca Dr. Pérsio Martins da Silveira por parcialidade. Antônio José Neves Rodrigues nunca deixou de dizer que o juiz anulou urnas de redutos importantes que lhe eram favoráveis, porque, segundo ele, este era primo, protegido e indicado por Lister Segundo da Silveira Caldas, deputado federal e do grupo de Nemésio Gomes Neves, que apoiava os vencedores, juntamente com o senador Vitorino Freire, político pernambucano que fez moradia e poderio, por anos, no Maranhão.


O juiz Pérsio Martin da Silveira não se restringia aos autos. Era politiqueiro. E gostava de tomar umas e abusar. Havia rixa entre ele e Antônio Severo, inclusive, com ameaças de morte por parte do juiz. Ambos esquentados.  Um dia, no casamento do filho deste, o magistrado compareceu montado a cavalo, querendo beber. Antônio Severo recusou-lhe a dar-lhe bebida, pois ele já estava bastante embriagado. Revoltado, este sacou do revólver e o alvejou de raspão. Antônio Severo o perseguiu. Junto à rampa do cais, o Dr. Pérsio Martins da Silveira acenou para uma canoa que passava ao largo em direção à pesca, a fim de que fosse atravessado para um navio americano, ancorado ali defronte. Como obteve recusa, sacou a arma e atirou várias vezes em direção aos canoeiros, não os atingindo. Eram os filhos do Antônio Severo. 


O esperado aconteceu. Mataram o juiz. Tarde de 2 de novembro de 1956, o Dr. Pérsio Martins da Silveira foi assassinado com três golpes de faca, sendo um deles na garganta. Os matadores fugiram. Foram capturados e presos, com remoção para São Luís e retorno a Tutóia. Conseguiram fugir da cela para Belém, na calada da noite, a bordo de uma embarcação.


A cidade comenta que quem matou o juiz Pérsio Martins da Silveira foi o próprio Antônio Severo, porém a culpa foi jogada no filho menor, justamente por ser menor, e ter os benefícios da lei.


Outras pessoas foram envolvidas na morte do juiz Pérsio Martins da Silveira. Muitos desejam-lhe a morte. Chegaram a prender Almir Galvão de Caldas, líder político de Tutoia. E ameaçavam de prisão o também líder político Lucas Cardoso Véras. Ingressaram com Habeas Corpus. Exitosamente. Vejamos:

O jornal “O Combate”, de 7 de novembro de 1956, 1ª página, noticiou:

“Habeas corpus concedido - Por unanimidade, em favor dos srs. Lucas Cardoso Véras e Almir Galvão de Caldas, de Tutóia - Desmentido - Reunido à manhã de hoje, o Tribunal de Justiça concedeu, por unanimidade, habeas corpus em favor dos srs. Lucas Cardoso Véras e Almir Galvão Caldas.

A medida, em favor do primeiro, foi preventiva, uma vez que encontrava ameaçado de prisão, e, ao segundo, foi para lhe por em liberdade, sabendo-se, como se sabe, que se encontrava arbitrariamente preso, incomunicável, na cidade de Tutóia, como implicado na morte do juiz Pérsio da Silveira.

Desmentido - Os jornais oficiais afirmaram que teria seguido para Tutóia o capitão da PME Eurípides Bezerra para apurar a responsabilidade do crime. Tal, porém, não aconteceu. O capitão Eurípedes não foi a Tutóia. Tudo não passando de deslavada mentira governista. Em seu lugar, mandaram um atrabiliário sargento, ligado, por quaisquer motivos, ao sr. Lister Caldas, parente da vítima, que ali praticou toda sorte de arbitrariedades”.


Em política, não se brinca. Na maioria das vezes, os crimes ficam insolucionáveis. Como este. Salvo melhor juízo.



Texto: kenard Kruel 


NOTA DA PREFEITURA DE TUTÓIA

 


TECNOLOGIA: Agora é possível criar figurinhas diretamente pelo WhatsApp

WhatsApp recebe novidade apenas no
computador3/8/2017. REUTERS/Thomas White

Novidade, no entanto, funciona só na versão WhtsApp Web




O WhatsApp, agora, tem uma ferramenta que permite que os usuários criem suas próprias figurinhas personalizadas.


O editor já está disponível para o WhatsApp Web e será liberado para o WhatsApp Desktop na próxima semana. Não há previsões de lançamento da ferramenta nos celulares.


Até o momento, não era possível criar figurinahs nativas pela platafornma — apenas por aplciativos terceiros.


A nova ferramenta pode demorar alguns dias para aparecer a todos os usuários, uma vez que as atualizações dos aplicativos acontecem gradativamente.


Para criar uma figurinha no WhatsApp Web é preciso abrir um chat, selecionar a opção “Anexar” (ícone do clipe de papel), clicar em “Figurinha” e escolher uma imagem que esteja salva no computador. Então, é possível personalizá-la, recortando-a e adicionando palavras ou emojis.


Já para salvar a figurinha, no entanto, é necessário utilizar o celular. Nesse caso, basta abrir o WhatsApp, clicar na fiugurinha e adicioná-la aos favoritos.



quarta-feira, 24 de novembro de 2021

MARANHÃO: Movimentos Sociais do Maranhão protocolam pedido de reunião com o Governo do Estado

Movimentos Sociais do Maranhão protocolaram nesta terça-feira (23) ofício para tratar com o Governo do Estado sobre a Proposta Popular de Lei de Terras do Maranhão e do Projeto de Lei que institui o Zoneamento Ecológico-Econômico Bioma Cerrado/Zona Costeira.


Assinaram o documento, a Fetaema, ISPN, CONAQ, SMDH, MST Maranhão e Tijupá que contam com a colaboração do Estado para tratar com os movimentos de assuntos tão importantes para os trabalhadores rurais e comunidades tradicionais.






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Vem aí um evento para encerrar o ano em Tutóia:




TUTÓIA: Praça São Pedro na Praia da Barra em algumas fotos

 










Fotos: Sergio Ramos 




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Vem aí um evento para encerrar o ano em Tutóia:

ARTE e CULTURA: Coletivo Ecusol e o Teréns Ponto de Memória, realiza o IV Cortejo Afroindigena de Cultura e Arte de Tutoia-MA

Hoje (24.11.21), O Centro de Ensino Liceu Tutoiense em parceria com o Coletivo Ecusol e o Teréns Ponto de Memória, realiza o IV Cortejo Afroindigena de Cultura e Arte de Tutoia-MA, a concentração dos grupos e dos alunos acontecerá a partir das 8h em frente a escola e vão em cortejo até a praça Getúlio Vargas, no centro de Tutoia-MA.

O professor Severino Santos postou em sua rede social Facebook:
IV ÁFRICA TUTOIA
Os alunos do C.E. Liceu Tutoiense e Casemiro de Abreu, foram às ruas para marcar o Dia Nacional da Conciência Negra e a resistência do povo indígena.

O IV Cortejo Afroindígena de Cultura e Artes de Cultura, aconteceu na manhã deste 24 de novembro de 2021, nas ruas de Tutoia-MA.

O evento é uma parceria dos gestores, professores e alunos do Liceu Tutoiense e o Coletivo Ecusol e Teréns Ponto de Memória.



O largo da Praça Getúlio Vargas em frente à Igreja Nossa Senhora e Nazaré foi o palco das falas e fotografias para eternizar o momento.



Texto e Fotos: Arquivo de Severino Santos 





TUTÓIA: Começou a mega Black Friday da Pedal, confira!

Mega descontos que podem chegar a 25% em itens exclusivos.


Rua Aeroporto, n 33, B. Monte Castelo, Tutóia-MA.

WhatsApp: (98) 97022-7854

 



terça-feira, 23 de novembro de 2021

GOVERNANTES DE TUTÓIA: José Matos Silva





TUTOIA FORA DA REPÚBLICA DE PLATÃO – Quando Platão idealizou a sua República disse que ela para ser perfeita, funcionar 100 por 100 bem, não aceitaria poeta. O poeta está sempre vendo as coisas por outro ângulo. Está sempre a perigo. E é um perigo. Um poeta sentado está sempre em pé de guerra, como diria o amigo cartunista curitibano Luiz Antonio Solda.


O poeta José de Matos Silva não entrou na República de Platão, mas se tornou prefeito de Tutóia, em mais de uma ocasião. Numa destas, foi pela renúncia do titular Celso de Almeida Véras que, não suportando a politicagem, preferiu continuar cuidando dos negócios particulares dele. Tinham sido eleitos a 3 de outubro de 1960. Tomaram posse a 31 de janeiro de 1961. A saída de Celso de Almeida Véras se deu em 1962.


O país entrou em turbulência política. O maluco do Jânio Quadros, eleito presidente da República (também a 31 de janeiro de 1961), por um pequeno partido, sem compromisso algum com ninguém, mil promessas que não poderia cumprir, imaginou um golpe emocional renunciando para retornar ao poder, nos braços do povo, como ditador. Filme, guardadas as proporções, repetido com o Collor de Mello e agora com o Bolsonaro. Jânio Quadros renunciou a 25 de agosto de 1961, sem conseguir o objetivo.


O vice-presidente João Goulart, considerado homem à esquerda, passou por aperreios para poder assumir o cargo. Muitas águas passaram pelos riachos de Tutóia. Finalmente, a 2 de setembro, o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional que instalou o parlamentarismo, limitando os poderes presidenciais. Nesse mesmo dia, João Goulart embarcou para a capital federal, cercado de um rigoroso esquema de segurança. Finalmente, a 7 de setembro de 1961 foi empossado na presidência da República. Impuseram Tancredo Neves como primeiro-ministro.


Enquanto isto se passava lá em cima. Cá, embaixo, no dia 1 de abril de 1964, bem cedinho, a população tutoiense, liderada pelo prefeito José de Matos Silva, com o apoio do presidente do Sindicato dos Estivadores Marítimos Adelino Fernandes da Silva, o Dindô, desfilou pelas principais e arenosas ruas da cidade, gritando palavras de ordem e exibindo bandeiras vermelhas, algumas delas com foice e martelo, em apoio ao presidente João Goulart.


Por volta das 14 horas, quando chegou a notícia da deposição do presidente João Goulart e tendo os militares garantido o golpe, a correria foi grande.

 

Dois dias depois, um destacamento do Exército, sob o comando do capitão Miranda chegou a Tutóia com ordens para a Câmara Municipal cassar o mandato do prefeito José de Matos Silva. O presidente Zilmar Melo Araújo convocou sessão extraordinária, com a presença dos militares do Exército e da Capitania dos Portos, e botou em votação a cassação ou não do prefeito.


Os quatro vereadores da situação votaram contra. Os quatro da oposição votaram a favor. O presidente da Câmara Zilmar Melo desempatou a favor do prefeito. Os militares ainda tentaram intervir, mas foram contidos pela força moral do presidente da casa e retornaram aos quartéis de origem, sem represália.


Por conta deste, e de outros atos anteriores, José de Matos Silva teve administração vigiada pelos coturnos. Inclusive chegou a ser chamado para depor algumas vezes na Polícia Federal. Contudo, a sua vida ilibada falava sempre mais alto. Decepcionado, ao fim do mandato, tendo feito o sucessor, retirou-se da política. Mudou-se para Fortaleza. Retornou a Barro Duro, onde passou a fazer versos e tocar violão. Publicou O Meu Paneiro de Versos.


Aos 81 anos de idade. Adoentado, foi para Fortaleza, onde faleceu a 5 de setembro de 1999.


O ex-prefeito e poeta José de Matos Silva na porta do jeep. Ao lado dele

talvez seja o senhor Carlinhos Avelino. Quem poderá confirmar?



Texto: Kenard Kruel

Fotos: Arquivo do Kenard Kruel




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ATIVIDADE PARLAMENTAR: Vereador Raimundo Monteiro e prefeito Diringa reúnem com banco do Nordeste, agência local



Na tarde desta terça-feira (23.11.2021) o líder do governo, Vereador Raimundo Monteiro, acompanhou o Prefeito Diringa numa reunião com os gerentes do banco do Nordeste, agência local, para tratar de investimentos na agricultura familiar do município. 


O vereador classificou essa reunião como uma "agenda positiva por tratar de investimentos através de linhas de crédito do Pronaf e Agroamigo para nossos agricultores familiares tutoienses” disse o líder do governo.


O prefeito Diringa “essa é uma ação que vai beneficiar nossos trabalhadores ajudando naquilo que eles já trabalham diariamente na sua lavoura”, finalizou.


Esteve presente também na reunião o Secretário Municipal de Agricultura, o Sr. Helimárcio.




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COLÉGIO ALMEIDA GALHARDO: Convite Projeto Soletrinha

 


ATUAÇÃO PARLAMENTAR: Vereador Bernardo Oliveira faz indicação para recuperação de trechos da Rua Bento Soares e da Barragem


Vereador Bernardo Oiveira

O vereador Bernardo Oliveira (REPUBLICANOS) protocolou ontem (22.11.2021) na Sessão Plenária da Câmara Municipal de Vereadores de Tutóia duas indicações. Uma requerendo ao prefeito municipal recuperação de vários trechos de pavimentação da Rua Bento Soares, desde proximidades da Rodoviária até o cruzamento com a Rua Capitão Demétrio. E a outra de reparos em pontos que apresentam rachaduras no bueiro que passa por debaixo da Barragem do Salgado (próximo ao antigo Aeroporto).


Veja os protocolos:










segunda-feira, 22 de novembro de 2021

DIREITO: Litispendência, Conexão, Continência e Perempção – Distinção

 

8 de outubro de 2014.

Fonte: https://duartejr.com/litispendencia-conexao-continencia-e-perempcao-distincao/



A CONEXÃO é um instituto processual que determina a reunião de duas ou mais ações, para julgamento em conjunto, a fim de evitar julgamentos conflitantes. As ações são conexas quando possuem o mesmo objeto (pode ser entendido como pedido) ou causa de pedir (Art. 103 CPC).


Exemplos: 

Ex1:  

Ação indenizatória de dano moral do filho de pessoa falecida em acidente de trem, e outra indenizatória de dano moral da mãe da mesma pessoa falecida, também em razão do falecimento por atropelamento por trem, ambas em face da concessionária operadora da linha na qual aconteceu o acidente. Neste caso, há identidade de pedidos e de causa de pedir, a justificar também a reunião dos processos.

Ex2:

MP X PETROBRÁS Causa de pedir – derramamento de óleo

Pedido – tirar o óleo


GREEN PEACE X PETROBRÁS

Causa de pedir – derramamento de óleo

Pedido – indenização para o fundo difuso

Qual a relação jurídica entre estas duas ações?

Não possui identidade de partes nem de pedido.

Mas possui identidade de causa de pedir. = conexão.


A CONTINÊNCIA ocorre quando duas ou mais ações possuem as mesmas partes (requisito ausente na conexão) e a mesma causa de pedir, mas o pedido de uma delas engloba o da outra. Muito embora as duas ações não sejam idênticas, já que os pedidos são diversos, uma delas tem conteúdo abrangendo por completo a outra demanda. 


Exemplo:

Imaginem uma demanda em que Chico pede que seja declarada a existência de dívida de Maria em virtude de contrato de mútuo. Numa outra demanda, o mesmo Chico pede agora a condenação de Maria a pagar a tal dívida do mesmo mútuo. Evidentemente, a segunda engloba a primeira (pagamento abrange reconhecimento), logo devem ser reunidas.


OBSERVAÇÃO: Nos casos de Conexão e Continência o juízo prevento seguirá a seguinte regra:

– Entre os juízes de mesma competência territorial, o prevento será o que despachou em primeiro lugar (Art. 106 CPC).

– Entre os juízes de competência territorial diferentes, o prevento será o que realizou a primeira citação válida (Art. 219 CPC).


A LITISPENDÊNCIA ocorre quando duas causas são idênticas quanto às partes, pedido e causa de pedir, ou seja, quando se ajuíza uma nova ação que repita outra que já fora ajuizada, sendo idênticas as partes, o conteúdo e pedido formulado. Esse instituto enseja a extinção do processo sem julgamento do mérito.


A citação válida é que determina o momento em que ocorre a litispendência (CPC 219 caput). Como a primeira já fora anteriormente ajuizada, a segunda ação, onde se verificou a litispendência, não poderá prosseguir, devendo ser extinto o processo sem julgamento do mérito (CPC 267 V).


A PEREMPÇÃO é a perda do Direito de Ação, ou seja, o Autor perde o direito de demandar acerca do mesmo objeto da ação, quando o mesmo abandona o processo por três vezes.  


Quando o autor deixa de promover atos e diligências que deveria ter exercido, abandonando a causa por mais de trinta dias, gera a extinção do processo sem julgamento do mérito em virtude da inércia do autor, conforme previsto no art. 267, III do CPC. 


Mas isso não impede que o autor ajuíze, novamente, ação idêntica à anterior. Mas se esse comportamento do autor se repetir por três vezes, deixando que a ação se extinga por sua inércia, ocorre a chamada perempção. 


Assim, se o autor ajuizar, numa quarta tentativa, a mesma ação, o réu pode alegar a perempção, caso em que o processo será extinto, e ao autor somente será permitido alegar a matéria em sua defesa, caso seja necessário. Tal regra se encontra prevista no art. 268 do CPC.

 

Fonte: Eduardo Noleto (Advogado colaborador).



CIDADE DE PAULINO NEVES: OS PRIMEIROS HABITANTES DO MUNICÍPIO


Foto da Praça Zeca Penha, extraída do vídeo “DESCOBRINDO PAULINO NEVES”, trabalho dos alunos da Escola João Crisóstomo, 2013



"Palavra de Anízio Gomes de Araújo (1908 ─ 2006)

               

                         Os primeiros habitantes de Paulino Neves eram de famílias muito ricas, vindos de muito longe, trazendo consigo mais de cinqüenta escravos, que habitavam o Lago do Cereja de Saruê onde, entre eles, estavam os doutores Artur Cereja e Júlio Galas (um dos homens que cavou o Grão-Pará).


                  Antônio Gomes Marques, pai de Anízio, contou que mais ou menos dois anos depois da chegada dos primeiros habitantes na cidade de Paulino Neves, iniciou-se a 1ª Guerra do Paraguai, entre os anos de 1835 e 1840; porém, não se tem ao certo o ano exato da fundação da cidade, podendo ter sido em 1833 ou 1834.


                    E a Guerra chegou a atingir a cidade e, na época, só havia essa casa no Lago do Cereja, a qual já era coberta de telhas com parede de barro.


                   Lembrando que, na época da guerra, as duas famílias já tinham ido a passeio à capital de São Luís, deixando na casa apenas os escravos onde a maioria foi morta, restando, no máximo, doze escravos, que fugiram e se esconderam no rio, no mar ou nos matagais e, com a chegada das novas famílias, que foram até o Saruê e viram o sangue dos escravos e muitas marcas de bala nas paredes, este fato realmente foi comprovado. Quarenta e oito anos depois, o próprio Anízio viu, com seus próprios olhos e, nos dias atuais, restam apenas o lugar coberto de matos, alguns cacos de telhas e pedaços de barro.

                     Chegada dos cearenses: fugiam da seca do Ceará, mais ou menos no ano de 1915, onde um senhor, por nome Sebastião Zumba, foi comprar um barco em Fortaleza e encontrou Janjão, um grande pescador e, em seguida, chegaram em Paulino Neves, muitos cearenses.

                Em relação à pesca, tem-se fartura de garoupa, serra, cavala, tainha, camarão e marisco de quase todos os tipos. Houve uma época de uma fartura tão grande de garoupa a qual era exportada para Fortaleza por Mouseisão, Sebastião Zumba e João Freire.

                         As dunas são um paraíso, de uma beleza fantástica, mas também foram grandes devastadoras da imensa quantidade de carnaúba que tínhamos. Infelizmente, o homem, que ajuda na devastação da natureza, continua acabando com as poucas carnaúbas que restam.


                   José Nazareno relata sobre a maior duna de Paulino Neves, que tem 35 metros acima do nível do mar, e é conhecida e batizada pelos mais antigos como a lagoa do morro das mendanhas, local onde todos queriam correr de casco (pedaço de madeira ou plástico, um pouco oval que desliza sobre a areia. É o skate dos modernos).

                     Em torno de 1913, surgiu a primeira bola feita com a palha da espiga do milho e depois enrolava em um pano juntamente com os cabelos do milho. O jogo era com as mãos. Neste período, tinham jogadores muito bons já considerados feras. Logo depois, surgiu a bola de pneu.

                        Ainda nesta época, já existia a dança do bumba-meu-boi: pegava-se uma cabeça de boi no campo que estivesse com o chifre e fazia o corpo com um couro comprado em São Luís. (DESCREVER A DANÇA??)

                    O balão era uma das brincadeiras mais divertidas. Compravam-se duas folhas de papel de seda, emendava uma na outra e fazia um corte em cima no estilo dos balões artificiais e, logo depois, tocava fogo em papéis ao redor e a fumaça ajudava a levantar o balão para o céu. O próprio Anízio fazia o balão. Soltavam-se balões nas festas, que eram animadas por cantores de Parnaíba, Poço Dantas, Tutóia Velha (Orquestra), e também perto das igrejas.

                       Uma curiosidade que talvez poucas pessoas saibam: Anízio foi a primeira pessoa a viajar num carro em Parnaíba, no ano de 1930. Em Paulino Neves, as primeiras atividades de sobrevivência eram a pecuária, a pesca e a agricultura.

               Havia uma onça bem próxima da cidade no morro do boi, tinham muitas raposas, cobras cascavéis (matava-se três num dia), cobra coral, jararaca, principalmente na época do caju. Hoje, é difícil se ver uma cobra venenosa.

                    A fazenda modelo iniciou-se com o doutor Maurício Rodrigues, vindo de São Luís, que investiu nesta fazenda com muitas ovelhas, gados, cabras etc., sendo inaugurada pelo governador da época de São Luís, Newton Belo. Houve uma festa muito grande com danças, bebidas, carnes. Vieram pessoas de São Luís especializadas em criação de animais. E um problema foi o gado vindo de São Luís, que estava “impachado” pela doença “fitosa” e infectou o gado que havia na cidade, onde todos eram postados no garajau, um dos melhores pastos para criar; então, ficaram prejudicados somente os que já eram da cidade, os mais fracos, ocasionando a morte deles.

                     Antigamente, quando não existiam relógios nem bússolas na cidade, as pessoas se baseavam na hora da seguinte forma: cortava-se um pau que medisse um palmo de uma polegada, e media-se a distância onde ia ser enterrado este pau, mais ou menos uma chave e, em seguida, enterrava-o na areia e com a sombra do sol media-se a hora com a mão. Isso era feito até às 18h. Este método era muito usado pelos vaqueiros.

                     Em relação à educação tradicional, o primeiro professor da cidade foi Chico Mexe que ministrava aula particular por dez tostões (dinheiro da época). Em seguida, foi a Srª Mariquinha Serra, que usava um metro (cambirote) para bater na cabeça dos alunos. Por vezes, alguns alunos mal-comportados saíam com a cabeça machucada ou com um grande galo na cabeça. A Srª Mariquinha era uma professora muito bonita, e também muito rígida. Temia-se mais a ela do que aos próprios pais.

                        O material escolar usado pelos alunos constava de um simples caderno, uma pena de galinha com tinta (tinteiro) e um lápis.

                     Chico Mexe fundou o primeiro colégio próximo às margens do Rio Novo, em frente à casa de Felipe Ramos. Este era feito de taipa (técnica construtiva à base de argila [barro] e cascalho empregada com o objetivo de erguer uma parede), sem portas. O piso era aterrado de barro do próprio rio. Na época, era somente um ano de estudo e o aluno era obrigado a ler e a escrever neste pouco tempo.

                       Interessante dizer que as meninas tinham de sair da escola primeiro, ao término das aulas, pois, quando os meninos saíam antes, estes ficavam fazendo brincadeiras de mau gosto com as meninas".


Texto integral do Livro “Rio Novo dos Lençóis”

Fonte: Farias, Valquía Araújo. Rio Novo dos Lençóis. Ed. Gramma, Rio de Janeiro, 2008.


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