Senhor Presidente,
Distintas Autoridades,
Senhoras e Senhores,
Acadêmicos e Acadêmicas,
Boa noite a todos!
Aqui estou
para ocupar um assento junto de vós, imortais, pensadores e polímatas nesta heráldica
Casa, a ACALT.
Portanto, faço
o primeiro agradecimento a Deus, o Grande Arquiteto do Universo, e aos amigos e
familiares, em especial à minha esposa Raquel, aos meus filhos, minha mãe, Célia
Ramos, meus irmãos e sobrinhos, aqui presentes.
Senhor
Presidente,
Antoine de
Saint-Exupéry (1900–1944)[1],
publicou a obra Le Petit Prince (1943).
Da referida obra destaco este trecho:
“se tu me cativas, nós teremos necessidade
um do outro. (...) A gente só conhece bem as coisas que cativou (...)”
Pois, bem,
fui cativado por vós.
Serei
eternamente grato você e a Rita Merequeta.
A ambos,
meu muito obrigado!
Senhores e
senhoras,
Trasladar o
átrio da vida mortal para a imortalidade por meio das letras, a mim me deixa profundamente
feliz!
Ainda mais,
porque rememoro aqui minha trajetória: sou filho da roça, nascido na zona rural
de Tutóia, em 1980; época difícil para os mais pobres. Conheci cedo as
limitações da vida, mas também aprendi o valor do estudo, do trabalho e das
oportunidades.
Estudei em
escolas públicas e privadas. Laborei em diversas atividades: vendedor de
dindin, balconista e locutor de rádio comunitária[2].
Este último, muito me ajudou nos ofícios do magistério, do jornalismo e da advocacia.
A função de
professor exerço desde o ano 2000, de onde nasceu a paixão pela literatura.
Vinte anos
depois, com o confinamento imposto pela Covid-19, e inspirado por meus
predecessores, passei a escrever; uma de minhas produções lanço hoje.
Para ocupar
este assento, cumpre-me observar a tradição acadêmica de render homenagem ao
patrono e à sua última ocupante, que foi também a primeira a nela ingressar.
Iniciarei
minhas palavras pela professora Bernarda Cantanhêde e, em seguida, voltarei meu
olhar ao patrono desta cadeira.
BERNARDA CANTANHÊDE
Bernarda Maria Cantanhêde Silva, nasceu a 20/08/1945, no povoado
Conceição (zona rural do atual município de Paulino Neves). Filha do casal
Valentim Pereira e Maria Cantanhêde Silva. Ele lavrador; ela professora leiga.
Bernarda
estudou até a 3ª série primária em Paulino Neves, à época chamada de Rio Novo e
pertencente ao território tutoiense.
Desde
menina, nutria o sonho de ser professora e ensinar seus conterrâneos. Para dar
continuidade aos estudos, aos 13 anos de idade, mudou-se para a sede do
município, onde concluíra o antigo primário, o ginásio e o curso magistério.
Formou-se professora na “Escola Normal Ginasial Almeida Galhardo".
Casou-se e
teve seis filhos, resultado do matrimônio com José de Ribamar Pereira, são eles:
Leonete Glicelia; Raul Plácido; Janete Lucíola; Aurélia de Fátima; José Herbert
(professor do Instituto Federal do Maranhão); e Gisele das Graças.
Ainda
jovem, Cantanhêde foi nomeada professora do Estado do Maranhão[3].
Contribuiu também com escolas municipais: públicas e privadas[4].
Quando
exercia a profissão do magistério, engajou-se na representação dos seus pares
como representante do Sindicato dos Professores - SINPROESEMA, no núcleo de
Tutóia.
Tornara-se
imortal, quando da instalação desta Academia de Artes e Letras de Tutóia, em 17
de novembro do ano 2003, ocupando a cadeira de n.º 20.
Dois anos
mais tarde, lançava a obra de maior destaque de sua vida literária: “Conheça
Tutóia”[5],
passando a ser a principal referência aos estudantes que se dedicam à história
e geografia de nosso município, inclusive a mim.
O livro
contém perfis biográficos de personalidades tutoienses e o resultado de uma
pesquisa de profunda imersão com os Tremembé, posto que ela viajou até a aldeia
de Almofala, no Ceará, onde os entrevistou.
Um trabalho
brioso. Um legado importante para nossa ciência e literatura.
No entanto,
precocemente, Bernarda Cantanhêde deixou o plano terreno no dia aos 62 anos de
idades, no auge de sua produção literária e vida acadêmica, em decorrência de
um AVC fulminante, na capital maranhense em 15/11/2007.
Guardo da
professora Cantanhêde a imagem de uma educadora zelosa com a língua portuguesa
e apaixonada pela Geografia. Nas visitas à casa de sua filha, Janele Lucíola,
recordo-me de vê-la sempre dedicada aos livros. Fica registrada minha admiração
por essa notável mulher, cuja trajetória deixou marcas relevantes na educação e
na vida acadêmica de Tutóia.
Passo,
agora, a falar do patrono desta cadeira.
HÉLIO MARANHÃO
O patrono de minha cadeira foi um
paladino, um poliglota, um polímata. O escolhi por todos os seus predicados e
pela sua história[6].
Hélio veio
a este mundo a 27 de maio de 1930, na pacata cidade de Barra do Corda, no
sertão maranhense, e faleceu, vítima de uma apendicite indolor, a 9 de novembro
do ano de 2015, aos 85 anos de idade, na capital do Maranhão. A morte o levou
quando ainda estava em plena atividade como Major Capelão Chefe da Polícia Militar
do Maranhão.
Ao nascer, foi registrado com o extenso nome de Emânuel Hélio Nava Cavalcante de
Albuquerque Maranhão.
Aos 13 anos
de idade ingressara no Seminário de Santo Antônio, em São Luís, no ano de 1943
e permanecera até 1952[7].
Para aquele mesmo educandário foram encaminhados dois vates tutoienses: Jocy
Neves, aos 12 anos de idade, em 1929; e Almeida Galhardo, aos 14 anos de idade,
em 1936.
Do
Seminário, Hélio, embarca para Itália. A 22 de dezembro de 1956, tornara-se o
primeiro padre maranhense ordenado em Roma, na Basílica de São João de Latrão,
a catedral do Papa.
A 20 de
julho de 1957, retornava a sua terra, conforme o jornal Pacotilha[8]
noticiou:
“O novo sacerdote, na manhã de hoje,
celebrou sua primeira missa cantada na igreja de Santo Antônio, capela de Bom
Jesus dos Marítimos, em São Luís. A missa foi assistida por um grande número de
fiéis”.
Com seu
retorno, Hélio Maranhão, em 1962, lançou uma proposta audaciosa para a Igreja
que denominou de “Missa Participada”[9],
seu primeiro livro; revolucionou a igreja.
Dois anos
mais tarde (1964) as CEBs, criava as Comunidades Eclesiais de Base, nas
“brancas areias de Tutóia”, um modelo que mudaria “o jeito de fazer igreja”.
Quero destacar a história de sua chegada a Tutóia.
O padre veio de avião. Quando a
aeronave parou de avionar na pista simples do Campo do Salgado; embarcou num
jipe. Ao subir a Rua Nazaré, a caminho da Igreja, um grupo de alunos do Casemiro de Abreu foi atraído por aquele
movimento, entre os estudantes estava o pequeno Antonio Gallas.
O sol
quente e a areia em brasa anunciavam ao novo pastor o chão que pisaria por mais
de duas décadas na Terra dos Tremembé.
Vejamos o
que ele próprio anotou no Livro de Tombo da Igreja[10]:
Nos primeiros meses, realizou um diagnóstico
abrangente de Tutóia, registrado em dez artigos publicados no Jornal do
Maranhão entre julho e novembro de 1964. Também liderou a mobilização da
sociedade local para a criação da primeira escola de 1º e 2º graus do
município, ampliando o acesso à educação além do ensino primário. Sobre essa
realidade, escreveu:
(...)
A primeira arrancada, dentro de uma noite
só, graças ao poder fascinante dos responsáveis pela "mobilização
financeira”, arrecadou o montante expressivo de Cr.$ 700.000.00. Foi este o
segundo encontro. Marquemos o dia: 5.7.64 [terça-feira].
O movimento continuou. E propagou-se pela
cidade inteira, pelo interior e pelos municípios vizinhos.
(...) Fizemos
a última reunião quando declaramos aberto o "Curso de Admissão" e
escolhemos o nome do Ginásio. As sugestões foram simpáticas, tôdas elas: Paulo
VI, João XXIII, Afonso Pena, Paulino Neves e Almeida Galhardo. A disputa foi
democrática e popular. O nome mais sufragado foi o de ALMEIDA GALHARDO, filho
de Tutóia, môço inteligente e culto, recentemente falecido [falecido em 1948,
aos 25 anos de idade, fazia 16 anos de sua morte], contemporâneo de nossa
geração, jornalista e poeta, uma das figuras mais representativas da poética
maranhense de hoje. (...) Gravemos a data de seu batismo: 12-7-64[11]. (sic)
O bispo Dom
Xavier Gilles, anotou o real motivo de ter sido enviado a Tutóia:
“[Hélio]. Jovem
brilhante (...) foi nomeado Assistente da Pastoral dos Universitários
(1960-64). Como teólogo, ele refletia com os estudantes e os ajudava a refletir
sobre a realidade (...). Em abril de 1964, já por conta disso, Pe. Hélio foi
denunciado como subversivo. A Teologia da Libertação estava nascendo. E para
evitar um processo de subversão contra ele, Dom Delgado e Dom Fragoso o
mandaram para Tutóia... a Sibéria do Maranhão naquela época”[12].
O Jornal do
Maranhão, de 21.04.1968, estampou na página 8: “Um Padre Revolucionou o Litoral do Maranhão”. Eram as notícias de
seus feitos em Tutóia chegando à capital.
O imortal que
preside este sodalício, Antonio Gallas, o classificou como um “homem além de
seu tempo” e de “o santo benfeitor da educação de Tutóia”[13].
De fato,
Hélio Maranhão revolucionou a educação em Tutóia ao interiorizar a fé por meio
das CEBs e incentivar inúmeros jovens a buscarem estudo na sede do município.
Hélio
Maranhão mobilizou famílias para acolher estudantes da zona rural e promoveu
uma ação pastoral inclusiva, sem distinções sociais, garantindo espaço até aos
mais marginalizados da época, como as “mulheres da vida”, discriminadas, que
ele denominou de “madalenas”. Suas atitudes, inspiradas nos ensinamentos de
Cristo, revelaram um homem à frente de seu tempo. Apesar das críticas,
consolidou um legado marcante no sacerdócio, na política, na literatura e no
desenvolvimento do Maranhão.
Aqui, naquela Tutóia desprovida de tudo, ele criou
também a Organização Social João Tavares,
a rádio A Voz dos Teremembés, o Hospital-Maternidade Zuza Neves, a Salina Povo de Deus, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais,
reorganizou a Colônia de Pescadores Z/12 -
Sá Viana e coordenou a Pastoral
Diocesana de Brejo-MA[14].
Na história de Tutóia, temos três momentos que mudam a
cara desta terra: o primeiro, com o padre João Tavares, que, com o aldeamento
dos Trememebé, favoreceu a criação e florescimento da vila, no século XVIII; o
segundo com a visão empreendera do coronel Paulino Neves, que transformara um porto
de pescaria (Salinas) em um grande porto de negócios, recebendo navios de médio
e grande calado, de várias nacionalidades, em fins do século XIX, que perdurou
até o terceiro quartel do século XX; o último, com a revolução na educação,
operada por Monsenhor Hélio Maranhão.
Monsenhor Hélio Maranhão participou ativamente da política
local, chegando a ser candidato a prefeito na eleição de 1976, concorrendo
contra Merval Melo, outro grande benfeitor de Tutóia[15].
Compôs a primeira versão da letra do hino de Tutóia,
não fora oficializada.
Além disso, entendeu de incluir uma estrofe na Aquarela de Minha Terra, gerou
desconforto no autor Nonato Veras, que só não reclamou ao padre pelo respeito
que lhe tinha.
Hélio Maranhão contribuiu também com o povoado Rio
Novo (atual cidade de Paulino Neves), levando para lá o colégio Almeida Galhardo. Revolucionou o ensino naquela povoação: o
fez com os alunos bolsistas - que tinham o compromisso de devolver à sua gente
o que aprenderam - e com o apoio do ex-prefeito Felipe Ramos e do amigo
Raimundo Lídio.
Assim como
Ruy Barbosa recebeu o título de Águia de
Haia, Gonçalves Dias o de Cantor dos
Timbiras e Santos Dumont, pai da
aviação; Hélio Maranhão, foi agraciado com o título de Pastor de Tutóia, por ter aqui permanecido por “25 anos, 4 meses e
3 dias”[16],
evangelizando e educando.
OS CARGOS QUE OCUPOU NOS GOVERNO DO
ESTADO E FEDERAL
Hélio Maranhão prestou relevantes serviços ao Estado
do Maranhão, destacando-se como primeiro presidente do ITERMA (1980–1983), onde
apoiou agricultores familiares, diretor de Assuntos Estudantis da UFMA
(1986–1988) e, posteriormente, monsenhor e capelão-chefe da Polícia Militar do
Maranhão, alcançando o posto de Major.
Podium Immortalitatis.
Hélio Maranhão, foi membro da Academia Maranhense de
Letras (1998), da Academia de Letras de Barra do Corda (1997) e “nas brancas
areias de Tutóia” fundou esta Academia de Artes e Letras de Tutóia, em 2002.
Autor de vários livros de história, poesia, discursos
e contos, dos quais destacamos Palavras
de Ontem e de Hoje (1999) e A Cara
Nova da Polícia Militar do Maranhão (2005).
Monsenhor Hélio Maranhão, foi um homem dedicado aos
estudos e ao conhecimento. Dominava os idiomas latim, francês, italiano e espanhol,
além de um português muito afinado. Muitos discursos do ex-governador João Castelo
passaram por sua criteriosa revisão.
Hélio é uma desta pessoas que não esquecemos; sempre
solícito.
Na passagem de seus 84 anos, em 2014, comemorou com
missa celebrada por ele próprio na Igreja Nossa Senhora de Nazaré, onde o
entrevistei.
E,
recentemente, quis o destino, que eu fizesse contato com dona Paizinha, uma bondosa
senhora, que conheceu o Monsenhor lá no povoado Belágua, terra dela e do amigo
Natalino Filgueiras.
Paizinha
passou a segui-lo. Foram ela e sua filha, Shulamita, que o assistiram em seus
últimos momentos de vida.
Dona
Paizinha presenteou-me com inúmeras obras que integravam a biblioteca do
Monsenhor. Após conversas via aplicativo de mensagens, chegava à minha
residência três caixas com livros[17]:
obras que o Monsenhor leu, obras de sua autoria..., além de um envelope branco
com uma preciosidade: um panfleto, em papel antigo, escrito em francês e
português. Datado de 1956. Assim está escrito:
Sois, dans le monde comme la flamme dans la nuit. Allez enseignez.
(Seja no mundo como uma chama na noite. Vá e ensine.)
Assim, ele cumpriu.
Senhores e
senhoras,
Com enorme
contentamento ingresso no mundo dos imortais, com uma reflexão do próprio Monsenhor
Hélio Maranhão:
os imortais “são como centelhas, fagulhas e estrelas que brilham e
continuarão a brilhar, na saudade de todos com quem conviveram e que (...) admiramos”[18].
Recebo com
honra a missão de corresponder à confiança em mim depositada e de contribuir
para o engrandecimento desta Academia.
Encerrando
esta homenagem, recordo que Monsenhor Hélio Maranhão completaria 96 anos neste
mês (dia 27) e faço minhas as palavras do eterno Pastor de Tutóia:
eu sei para onde vou
e sei para o que vou.”
Muito obrigado!
[1] A saber, Saint-Exupéry era escritor e
piloto francês e morreu em missão da Segunda Guerra, pilotando um avião, em
1944. Escreveu o livro O Pequeno Príncipe, em 1943.
[2] Rádios
Comunitárias de Tutóia: Tropical FM (1997); Teremembés FM (1998-2001); Litoral
FM (2002-2004); Independência FM (2005-2011).
[3] "Olindina
Nunes Freire", "Zilmar Melo Araújo” (atual Liceu Tutoiense) e
"Casimiro de Abreu".
[4] Ministrou aulas
também na mesma escola onde se formou, o "Almeida Galhardo" e ainda
no "Marcílio Dias" (escola do Sindicato dos Estivadores), no colégio
"Nemésio Neves" (municipal), e no colégio "Presidente Castelo
Branco" (privado, da CNEC- Campanha Nacional de Escolas da Comunidade).
[5] Editado e
publicado pela Gráfica e Editora Tema (São Luís-MA). Cuja obra, de 176 páginas,
contém poesias, aspectos da História e Geografia de Tutóia.
[6] Fez diversos cursos
no Brasil e no exterior. Foi professor dos cursos de Humanidades e de Filosofia
do Seminário de Santo Antônio, onde lecionou Filosofia, História da Filosofia,
Psicologia Experimental, Sociologia, Literatura Estrangeira, Apologética Científica
e Liturgia. Participou, em Medellín (Colômbia), do Curso de Lengua Española
(Colégio Madre Antonia Cerini 1979).
[7] Concluíra naquele educandário o curso de
humanidades e filosofia (anotações do poeta Manuel Lopes, 08.04.1999).
[8] Jornal Pacotilha:
O Globo (MA), Ano 1957\Edição 00160.
[9] A Missa
participada consolidou-se com Concílio Vaticano II (1962-1965). Nada se falava
sobre no Brasil.
[10] In “Hélio Maranhão: o pastor de Tutóia”
(I Encontro Galhardense, 2018, p. 20,
org. da professora Zezé Ramos). O original, consta do Livro de Tombo nº 1, 1º
Tomo, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição
[11] Jornal do
Maranhão, 25.10.1964 (páginas 5-6-4).
[12] Consta do livro Igreja: Comunidade Eclesial de Base
(Hélio Maranhão, 1998). assim escreveu, a 13 de maio de 1998, o Bispo de Viana,
Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Bleiges responsável pelas CEBs no Maranhão, à
época.
[13] Blog do Gallas,
2017.
[14] Certa vez, o
acadêmico Manoel da Paz confidenciou-me que o Monsenhor recebeu, em Tutóia, um
grupo de alemães para uma celebração, proporcionando um memorável intercâmbio
cultural e religioso entre os visitantes e o povo tutoiense.
[15] Candidato, à época,
apoiado por Antônio José Neves, neto do coronel Paulino Neves. Segundo
correligionários, aquela eleição foi tomada, de Hélio Maranhão, no tapetão.
[16] Consta do livro
“Igreja, Comunidade Eclesial e Base – CEB de Hélio Maranhão (1998, p. 27).
[17] Trazidas pelo meu
poderoso irmão Markos Borralho.
[18] Em 01.01.2004, no
livro O Brilho das Estrelas.

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